Futuro ameaçado


Alcoolismo
Dono da sétima população jovem do mundo, o Brasil abriga cerca de 51 milhões de meninos e meninas que deveriam ser capazes de transformar o presente e o futuro. Parte deles, porém, terá a vida ceifada por problemas relacionados ao álcool, sobretudo a violência. “Não é estratégico para uma nação perder jovens por causas evitáveis”

O primeiro porre nunca se esquece. E, em muitos lares, é a própria família quem incentiva a embriaguez precoce, como algo lúdico e festivo. Dar PT — abreviação de perda total —, como os jovens gostam de dizer, costuma servir de marco para a entrada na vida adulta: um ritual cada vez mais antecipado no Brasil, onde o consumo do álcool começa entre os 11 e 13 anos. Inicialmente despretensiosos, os repetidos goles têm ajudado a matar a força produtiva do país.
No mundo, o álcool provoca a morte de 320 mil jovens por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, homens entre os 15 e 29 anos, justamente a faixa etária que mais consome álcool, lideram o ranking de vítimas de causas violentas, tantas vezes potencializadas pelo uso da bebida. “É uma realidade assustadora”, constata a diretora de Vigilância e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta.
Alcool
O alcoolismo retarda o desenvolvimento da juventude e, consequentemente, do país. Quem mergulha na bebida antes dos 18 anos prejudica a formação do cérebro e a capacidade de memória, abrindo brechas para transtornos cognitivos. “Estamos criando adultos que fracassarão tanto na vida pessoal quanto na profissional”, alerta o presidente da Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (Abrad), Jorge Jaber.
Dono da sétima população jovem do mundo, o Brasil abriga cerca de 51 milhões de meninos e meninas que deveriam ser capazes de transformar o presente e o futuro. Parte deles, porém, terá a vida ceifada por problemas relacionados ao álcool, sobretudo a violência. “Não é estratégico para uma nação perder jovens por causas evitáveis”, defende Anna Cunha, oficial de programa do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).
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Levantamentos recentes do Ministério da Saúde indicam um cenário preocupante. Dos alunos de 13 a 15 anos, 66% admitem ter provado álcool, e 21,8% deles já ficaram bêbados pelo menos uma vez. “O fato de as pessoas começarem a beber muito cedo contribui para que um problema grave seja visto como hábito normal”, sublinha o diretor técnico da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (Abqv), Alberto Ogata.
Por: Diego Amorim
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