Na rua: Dança ligada à cultura hip hop ganha as ruas de Belo Horizonte


Paços e Contra PaçosBreaking no Asfalto faz apresentação em frente ao Teatro Bradesco, como parte da programação do VAC
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Jovens e adultos fazem parte do coletivo que busca divulgar o breaking
Quem já passou pelo cruzamento da rua Gonçalves Dias com a avenida Bias Fortes, por volta das 20h30, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, deve ter visto rapazes dançando breaking, estilo de dança de rua ligado ao hip hop, sob o semáforo. Eles fazem parte do coletivo Breaking no Asfalto, grupo que se apresenta amanhã, em frente ao Teatro Bradesco, como parte da programação do Verão de Arte Contemporânea (VAC).
O grupo, que leva a dança para vias públicas desde 1993, foi criado por amigos com a intenção de divulgar o gênero. Rodrigo Pinheiro Peres é um dos potencializadores do projeto – ele prefere ser chamado assim a fundador, alegando que esse formato, de levar o hip hop para a rua, é mais antigo. “Acredito que nossas performances dêem oportunidade para que as pessoas apreciem arte”, comenta.
Mas o efeito não é igual em todos os motoristas, e o grupo já passou por situações inusitadas. “Teve uma vez que algumas pessoas saíram do carro e começaram a dançar conosco; mas em outra, o homem quase passou por cima de nós antes do final da apresentação”, relata Peres.
Durante a entrevista, Peres não mostra dificuldade em contar histórias desagradáveis por um bom motivo: as acolhedoras estão em maior quantidade. “Acredito que 90% das pessoas que assistem às apresentações gostam. Dá para ver pelo sorriso e também pela contribuição que deixam”, diz. Depois de cada pequeno show, integrantes do Breaking no Asfalto pedem uma contribuição para a plateia.
O desafio maior, conta o dançarino, é outro. “É difícil encontrar pessoas que queiram dançar todos os dias e que se proponham a estar sujeitas ao preconceito. Inclusive, o grupo é aberto para qualquer pessoa”, diz Peres. Segundo ele, para se tornar um “b-boy” ou “b-girl”, expressão que designa os dançarinos do estilo, leva-se, em média, de um a três anos.
Enquanto o grupo não cresce, os frutos do trabalho não param de acontecer. Em breve, “franquias” do projeto mineiro começarão em Petrópolis (RJ) e em Guarapari (ES). Além disso, eles comemoram a participação no VAC. “Para nós estar em um evento como esse significa um fortalecimento do grupo”, comenta Peres.

Agenda
O quê. Coletivo Breaking no Asfalto no VAC
Quando. Amanhã, às 20h30
Onde. Em frente ao Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes)
Quanto. Gratuito

Por: Vinícius Lacerda
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Eus-R Doação de Sangue .

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