Por meio da amizade e do grafite, desenvolve um trabalho surpreendente na comunidade


526620_3159067650456_1078211621_32564978_700536373_nPaulo Henrique Mendes Terrinha mora na região do Nacional, tem 23 anos e, por meio da amizade e do grafite, desenvolve um trabalho surpreendente na comunidade
Simples. Paulo Henrique, o Terrinha, acredita que o mundo está carente de amor ao próximo e amizade
Ele tem 23 anos, ensino médio completo, é referência em uma comunidade e possui uma mente aberta cheia de projetos sociais. Esse é Paulo Henrique Mendes Terrinha, que, cresceu correndo pelas ruas da região do Nacional e perambula por lá até hoje, rodeado de amigos que dentre muitas outras coisas, têm em comum a paixão pelo grafite.Paulo Henrique o Terrinha
Filho de pastores evangélicos, Terrinha chegou a Contagem quando tinha 10 anos. Aos 12 ele começou a se interessar pelas causas sociais e deu início a um projeto simples, porém de suma importância para os moradores do Estrela Dalva e do São Matheus. “Comecei com projetos a serviço da igreja que minha família frequenta, mas aos poucos outros membros – de fora – foram chegando e a ideia cresceu e tomou forma”, conta.
Basicamente, Terrinha oferece aos jovens da comunidade sua amizade, seu companheirismo e compartilha tudo que sabe da arte de grafitar. “Não preciso fazer reuniões semanais e ficar falando na cabeça dos meninos por horas. Simplesmente os convido para grafitar e, a partir daí surgem papos legais, risadas, a gente se conhece e eles acabam percebendo por si só que não é preciso se drogar ou fazer loucuras para curtir a vida e ser feliz”, ressalta.
Pode, inclusive, parecer pouco, mas em tempos tão corridos, quando amizades virtuais prevalecem, ter alguém para conversar e poder contar, realmente, faz a diferença. “Embora eu esteja sempre conectado na internet, não perco tempo com televisão e videogame – o que é comum na minha idade. Acho que além de a TV iludir e levar as pessoas ao consumismo, na rua tem muita coisa mais interessante para fazer. Pintar um muro, por exemplo, faz o tempo passar sem ver, e além de tudo fica uma sensação boa quando você passa em frente e sabe que foi você quem fez”.
Exemplar
Apesar da pouca idade, Paulo participou de um processo seletivo e atua como instrutor de grafite, pela Prefeitura de Contagem. Recentemente, ele foi indicado ao Prêmio Milton de Freitas, que tem como objetivo homenagear e reconhecer instituições e pessoas que tenham contribuído significativamente para a defesa, difusão, disseminação e divulgação dos Direitos Humanos na cidade.
Ainda em dúvida quanto ao futuro profissional – ele iniciou o curso de Arquitetura, parou e agora prestou vestibular para o curso de Design Gráfico, mas ainda aguarda o resultado – o garoto surpreende quando fala dos planos para o futuro: “Pretendo casar, em breve, viajar pelo mundo e resgatar os valores familiares para criar meus filhos”.
Único filho homem e irmão de mais duas meninas, a família foi um fator decisivo na formação de Terrinha. “Meu pai é meu exemplo de vida. Desde jovem sempre esteve engajado nas causas sociais e da minha mãe herdei o lado artístico. Quando morávamos no interior ela dava aulas de pintura em tecido”, relembra.
Mobilização social
Embora tenha se envolvido nas causas sociais desde muito novo, Paulo admite que faz pouco tempo que começou a se interessar por política. No ano passado chegou a participar de algumas manifestações, mas se decepcionou. “Acho que foi muito válido. Deu para as pessoas perceberem que o povo tem força e que 10.000 pessoas na rua fazem um barulho bom. Mas acho que o movimento se perdeu, porque era muito vazio. Ao mesmo tempo em que as pessoas queriam tudo, não queriam nada”.
Quanto aos recentes “rolezinhos”, Terrinha acha complexo julgar. “Ao mesmo tempo que entendo os comerciantes com medo de possíveis arrastões, acredito que essas pessoas têm o direito de ir e vir – desde que não causem danos ou roubos. O fato é que, pelo menos em Contagem, o que aconteceu no ano passado não foi ‘rolezinho’ com hora marcada, como em SP. Os meninos queriam barbarizar e fizeram até arrastão. Isso eu acho errado”, diz.
Preferências
Quando o assunto é música, ele se divide entre louvores, rap e hip hop. “Gosto de Sabotage, Criolo, mas também ouço muito Heloisa Rosa”, conta.
Como todo jovem, Terrinha gosta de sair com a namorada e os amigos e garante que não precisa de muito para se divertir. Diferente da maioria que, hoje em dia, vai para baladas e festas regadas à bebida e muita pegação, ele tem uma teoria de vida que impressiona e serve como exemplo.
“Mente sã, corpo são. Não preciso me entorpecer para garantir boas risadas e um fim de semana bacana”, garante.
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