Mudança positiva


res20131222211114206914iFelizmente, há hoje, no Brasil e no mundo, uma intolerância e indignação às práticas generalizadas de ilícitos e violências

Vivemos numa sociedade que prioriza o imediatismo, o consumismo, o prazer fácil, o levar vantagem e o descompromisso com os problemas sociais e políticos. Cobra-se dos outros e do Estado. Mas será que a mudança positiva não deve começar com cada um de nós? Que tal repensar esse automatismo comportamental e refletir sobre a nossa responsabilidade na sociedade? A educação na perspectiva do educador Paulo Freire forma homens cidadãos e sujeitos da história. Ser ativo, dinâmico, coparticipante do processo social e político num contínuo trabalho de leitura crítica da realidade e tomada de decisões fazendo uso de suas potencialidades e capacidades com compromisso social. Dessa forma, “seja a mudança que você quer ver no mundo”, frase dita por Mahatma Gandhi, um pacifista indiano que entrou para a história pelo culto à não violência.
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O filósofo moderno Kwame Anthony Appiah, da Universidade de Princeton – EUA defende que os códigos de honra são importantes na vida atual. Se forem usados com cuidado, podem ajudar a melhorar as sociedades modernas. No seu recente livro O código de honra: como ocorrem as revoluções morais, ele tenta reabilitar a honra para os tempos atuais. Segundo ele a honra é hoje mais importante do que nunca – o desejo de ser respeitado pelos pares e isso pode mudar o mundo.

Os bebês já reagem contra a maldade e a falta de moral. Pesquisas atuais mostram que eles têm senso moral. Bebês de apenas 1 ano às vezes decidem fazer justiça com as próprias mãos contra o mal. Há evidências experimentais a esse respeito. No laboratório de psicologia da Universidade Yale – EUA, crianças dessa idade assistiam a um show de marionetes no qual um dos bonecos jogava uma bola para dois companheiros. O primeiro deles, com a devida cortesia, devolvia a bola para o primeiro boneco; o segundo agarrava a bolinha e saía correndo. Um dos meninos que assistiam ao espetáculo não teve dúvidas: deu um tapinha na cabeça do personagem “malvado”. Observamos naturalmente no laboratório familiar a reação amistosa e feliz dos bebês pela bondade, pelo sorriso e pelo carinho. Os bebês vão felizes para o colo de pessoas do bem. São os nossos pequenos filósofos morais. Uma bela lição para adultos: ser do bem, incentivar sempre as boas práticas sociais e repudiar/denunciar todos e quaisquer ilícitos e maldades na sociedade.

Não basta reclamar dos problemas sociais e nada fazer. Felizmente, nesses últimos anos, há no Brasil e no mundo uma intolerância e indignação às práticas generalizadas de ilícitos e violências – eficazes leis para o cumprimento dos direitos humanos e fortes manifestações populares contra os ilícitos, crimes e corrupção na sociedade. A aprovação recente da Lei da Ficha Limpa no Brasil é um bom exemplo. É hora de dar um basta à crise moral? Estarão os cidadãos revendo seus conceitos e valores? De fato há uma tendência mundial de expressar certo descontentamento e repúdio à atual realidade social tão perversa. Ser um cidadão Ficha Limpa é fundamental para essa mudança. Segundo o movimento nacional pela ética Acorda Brasil, o nosso país vem “desgraçadamente desprestigiando o bom, o moral e o ético para render homenagens à esperteza e à rudeza de caráter”.

Isso precisa acabar e devemos ser os agentes dessa mudança positiva. Ano-novo é momento para refletirmos sobre nossos valores éticos e morais e optar pela postura cidadã de sujeito de mudanças sociais pelo bem coletivo. Analisando a sociedade contemporânea, quero crer na sabedoria de escolhermos sempre o melhor para nós e para um mundo melhor. O psicanalista Jurandir Freire Costa no livro O vestígio e a aura – corpo e consumismo na moral do espetáculo afirma: “Seja como for, o carro da história não tem marcha a ré. Querendo ou não, somos todos contemporâneos, e este é o nosso mundo. As novas experiências corporais fazem parte da nossa identidade, e compete a cada um fazer delas uma ponte para a autonomia ou uma reserva a mais de sofrimento e destruição. Apostemos na melhor hipótese. Afinal, a futilidade, a ganância e a violência só conseguiram, até hoje, empolgar os tolos, os medíocres e os arrogantes. E, na maioria dos casos e dos fatos, sempre fomos mais que isso”. Sim, somos muito mais que isso – somos sujeitos da nossa história e capazes de colaborar na construção de um mundo melhor e justo.
Por: Vivina do C. Rios Balbino
Psicóloga, mestre em educação, professora da Universidade Federal do Ceará, autora do livro Psicologia e psicologia escolar no Brasil
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Uma resposta

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