Desigualdade racial ainda reina no país


Eu Quero é DeusApesar das melhorias, condição de vida de negros ainda é pior que a de brancos

O Brasil, se dividido pela cor da pele, seria dois países distintos. Um formado por uma população branca, que ocuparia a 65ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Outro, de negros e pardos, estaria relegado ao fim dessa fila, no 102º lugar. Os dados evidenciam o tamanho e a persistência da desigualdade racial que ainda reina no país, a despeito de todos os avanços sociais na última década.
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Calculados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com base no IDH da Organização das Nações Unidas (ONU), que põe o Brasil na 85ª posição numa lista de países ordenados de acordo com as condições de vida da população, os dois índices mostram que a longa distância que os separa exige ações concretas do governo e da sociedade para corrigir problemas históricos.
Os negros representam 48,2% dos trabalhadores nas regiões metropolitanas. Mas, mesmo assim, a média de seu salário chega a ser 36,1% menor do que a de não negros. As diferenças salariais recebem pouca influência da regia%u0303o analisada, das horas trabalhadas ou do setor de atividade econômica, o que significa que os negros efetivamente recebem menos do que os brancos. As informações são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e foram divulgadas hoje.

A pesquisa, realizada entre 2011 e 2012 nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, além do Distrito Federal, aponta desproporção também em relação à formação educacional.

Dos negros trabalhadores, 27,3% não haviam concluído o ensino fundamental (que vai do 1º ao 9° ano) e apenas 11,8% conquistaram o diploma de ensino superior, ao passo que entre os não negros em atividade 17,8% não terminaram o ensino fundamental e 23,4% formaram-se em uma faculdade. E, segundo o Dieese, esse cenário se reflete nos ganhos salariais.

Ainda de acordo com o Dieese, um trabalhador negro com nível superior completo recebe na indústria da transformação, em média, R$ 17,39 por hora, enquanto um não negro chega a receber R$ 29,03 por hora. Isso pode ser explicado porque “o avanço escolar beneficia a todos promovendo o aumento dos ganhos do trabalho, mas de maneira mais expressiva para os não negros”.
É evidente, também, que o Brasil mais pobre, de características preta e parda, que agrega 96,8 milhões de pessoas, está, aos poucos, rompendo barreiras importantes. Entre 2003 e 2013, esse grupo passou a dar as cartas no mercado de consumo. Seu potencial de gastos mais que dobrou — cresceu 136% —, saltando de R$ 509,3 bilhões para R$ 1,2 trilhão. No mesmo período, o avanço entre os não negros, segundo classificação do Instituto Data Popular, foi de 67%.
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Ainda assim, falta muito, cerca de R$ 800 bilhões, para que os negros e os pardos alcancem o nível de gastos do restante dos brasileiros, que em 2013 será de R$ 2 trilhões. “A renda dos que ganham menos vem crescendo mais desde 2003. O país, porém, apresenta um grande índice de desigualdade. Temos mais negros na baixa renda do que na alta”, afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.

Mesmo no topo da pirâmide as cores da desigualdade são evidentes. O rendimento dos negros de classe alta representa apenas 28% dos gastos totais dessa camada da população. Na parcela classificada como média, negros e pardos respondem por 51% da renda. Na base, eles são donos de 68% do dinheiro despejado na economia todos os anos. “Essa desigualdade decorre, primeiro, da disparidade no mercado de trabalho”, explica Meirelles. Os brancos acabam sendo os escolhidos para os melhores postos, com remunerações maiores.

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