Contra genocídio nas periferias, Edi Rock pede a atenção de coletivos de cultura


3jun2013---o-rapper-edi-rock-42-dos-racionais-mcs-que-lanca-seu-novo-disco-solo-contra-nos-ninguem-sera-1370469513984_615x300“Tá acontecimento um erro grave, que já existiu nos anos 90 e está voltando. Estamos nos matando. Além do extermínio praticado pela polícia, nós estamos nos matando”
Entrevista-edy-rock-novo-album
Edi Rock entrou para a história há 25 anos. Ao lado de Mano Brown, Ice Blue e KL Jay, ele é um dos quatro Racionais MC’s – grupo que ajudou a fundar em 1988 e que salvou muitas vidas nas quebradas por meio de suas mensagens.
Em um quarto de século de caminhada, Rock nota muitas mudanças na realidade das periferias, com destaque para a cultura.
“Eu vejo o trabalho muito forte da Cooperifa, que começou num boteco e só tende a aumentar. Foi se espalhando e criando uma estrutura, inspirando outros projetos”, disse ele ao Periferia em Movimento, antes de seu show no encerramento da 6ª Mostra Cultural da Cooperifa, neste domingo (27/10).
“Eu acho que a gente (Racionais) participou disso, deu uma força para o que está acontecendo hoje”.
Porém, para Edi Rock, nem tudo é motivo de comemoração.
“Evoluímos de um lado, mas no outro estamos voltando atrás”, ressaltou.
Rock chama atenção para o genocídio da população negra, pobre e periférica brasileira.
Afinal, de 2002 a 2010, o país registrou 418.414 vítimas de violência letal – 65,1% delas (272.422 pessoas) eram negras.
Triste coincidência ou não, o relato do rapper ocorreu horas depois do adolescente Douglas Rodrigues, de 17 anos, morrer após levar um tiro de um PM no Jaçanã, bairro periférico da zona norte de São Paulo.
“A gente se descuidou. A periferia não tá olhando pro lado pacífico de sua convivência, que foi esquecido. Se não há paz, há guerra e há morte”, observou Rock.
b_480_294_16777215_00_archivos_Administradores_Maurício_2013-10_311013_edirock
Foto Paula Lopes Menezes
“Tá acontecimento um erro grave, que já existiu nos anos 90 e está voltando. Estamos nos matando. Além do extermínio praticado pela polícia, nós estamos nos matando”, completou.
Por isso, ao olhar para os movimentos de cultura que ganharam força nas quebradas após importante papel desempenhado pelo hip hop, Rock convoca artistas para dar uma atenção maior ao problema do genocídio nas periferias.
“Coletivos já fazem seu papel com a cultura, mas têm uma influência muito grande e podem olhar mais para isso”, concluiu.
Audiência pública contra o genocídio
Nesta terça (29 de outubro), às 19hs, os movimentos sociais que integram o Comitê Contra O Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica e o Fórum de Hip Hop MSP da cidade de São Paulo farão uma audiência na Câmara de Vereadores.
Os militantes se reúnem no Plenarinho para discutir a desmilitarização da política da cidade no espaço legislativo e também acionar as redes de proteção de instituições de direitos humanos.
Por: Thiago Borges
################################Eus-R Doação de Sangue .

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: