Heróis do Povo => Pixinguinha


pixinguinhaPixinguinha Por ser um excepcional arranjador, compositor e instrumentista, dominava com rara sensibilidade a música dos primeiros chorões com ritmos africanos, estilos europeus e música negra americana. Pixinguinha arranjou os principais sucessos da chamada época de ouro da MPB, orquestrando de marchas de carnaval a choros. Escreveu cerca de duas mil músicas, consagrando-se como um dos compositores mais férteis de nossa cultura. Sua canção Carinhoso é a mais conhecida.
Alfredo da Rocha Vianna Filho nasceu em 23 de abril de 1897, no bairro de Piedade, subúrbio do Rio de Janeiro. De família numerosa e amante da música, cedo conheceria vários instrumentos — aos 11 anos, já tocava cavaquinho com seus parentes. Pixinguinha estudou no tradicional colégio São Bento, de onde fugia, segundo Sérgio Cabral, para tocar naquele que seria o seu primeiro emprego, a casa de chope La Concha. Depois disso, apresentou-se em cassinos, cabarés e bares, tornando-se rapidamente muito conhecido nas noites da Lapa, reduto da boemia carioca.

O apelido Pixinguinha foi grafado já em sua primeira composição registrada, em 1914. Assim era chamado desde criança, numa derivação da palavra pizindin, originária da língua de sua avó africana. O apelido podia significar menino bom, mas a interpretação mais conhecida, segundo Nei Lopes, quer dizer comilão, provavelmente a tradução mais correta do termo.

Pixinguinha também se apresentava nos cinemas, com as orquestras que tocavam durante a projeção dos filmes mudos, e em peças do teatro. Suas primeiras gravações foram feitas entre 1914 e 1918. Até hoje é reconhecido como um dos melhores flautistas da música brasileira.

Em 1919, o gerente do Cinema Palais, Isaac Frankel, contratou Pixinguinha e seu grupo Oito Batutas para tocar na sala de espera do cinema. A banda caiu no gosto do público, apesar de alguma restrição da imprensa que fazia críticas de caráter racista. O repertório era composto de modinhas, choros, canções regionais, desafios sertanejos, maxixes, lundus, corta-jacas, batuques e cateretês.
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Com o sucesso, o grupo viajou pelo Brasil até 1921. De volta ao Rio, foram tocar no Cabaré Assírio, no subsolo do Teatro Municipal. Lá, conheceram o milionário Arnaldo Guinle, que patrocinou a turnê européia dos Oito Batutas. A temporada, que deveria ser de um mês, acabou durando seis e o grupo voltou bastante influenciado pelo jazz.

Pixiguinha era funcionário da prefeitura desde 1930 e, em 1951, passou a ser professor de música e canto orfeônico, nomeado pelo então prefeito João Carlos Vital. Até se aposentar, foi professor em várias escolas, além de maestro da Companhia Negra de Revista, onde conheceu aquela que seria sua companheira por toda a vida.

Pixinguinha foi o primeiro maestro-arranjador contratado por uma gravadora no Brasil. Ele criou o que hoje são as bases da música brasileira. Por ser um excepcional arranjador, compositor e instrumentista, dominava com rara sensibilidade a música dos primeiros chorões com ritmos africanos, estilos europeus e música negra americana. Pixinguinha arranjou os principais sucessos da chamada época de ouro da MPB, orquestrando de marchas de carnaval a choros. Escreveu cerca de duas mil músicas, consagrando-se como um dos compositores mais férteis de nossa cultura. Sua canção Carinhoso é a mais conhecida.

Pixinguinha participou da festa do Centenário da Independência em 1922 e do Quartocentenário de São Paulo, em 1954. Sua genialidade musical foi reconhecida em vida — a rua onde morava em Ramos ganhou o seu nome e, a convite de Juscelino Kubitschek, almoçou com Louis Armstrong.

Em 17 de fevereiro de 1973, Pixinguinha teve seu segundo enfarte, durante um batizado no qual era padrinho. Apesar de ter sido socorrido às pressas, faleceu aos 74 anos.

Segundo Nei Lopes, Pixinguinha foi o fundador da moderna linguagem musical brasileira. Como homenagem por sua genialidade, seu aniversário passou a marcar o Dia Nacional do Choro.

Principais sucessos

Ainda me recordo, Pixinguinha e Benedito Lacerda (1946)
A vida é um buraco, Pixinguinha (1930)
Carinhoso, Pixinguinha e João de Barro (1917)
Carnavá tá aí, Pixinguinha e Josué de Barros (1930)
Chorei, Pixinguinha e Benedito Lacerda (1942)
Cochichando, Pixinguinha e Benedito Lacerda (1944)
Fala baixinho, Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho (1964)
Gavião calçudo, Pixinguinha e Cícero de Almeida (1929)
Ingênuo, Pixinguinha, B. Lacerda e Paulo César Pinheiro (1946)
Já te digo, Pixinguinha e China (1919)
Lamento, Pixinguinha (1928)
Mundo melhor, Pixinguinha e Vinícius de Moraes (1966)
Naquele tempo, Pixinguinha e Benedito Lacerda (1934)
Os cinco companheiros, Pixinguinha (1942)
Os Oito Batutas, Pixinguinha (1919)
Página de dor, Pixinguinha e Cândido das Neves (1930)
Patrão prenda o seu gado, Pixinguinha, Donga e João da Baiana (1931)
Proezas de Solon, Pixinguinha e Benedito Lacerda (1946)
Rosa, Pixinguinha e Otávio de Souza (1917)
Samba de fato, Pixinguinha e Cícero de Almeida (1932)
Segure ele, Pixinguinha e Benedito Lacerda (1929)
Seresteiro, Pixinguinha e Benedito Lacerda (1946)
Sofres porque queres, Pixinguinha e Benedito Lacerda (1917)
Um a zero, Pixinguinha e Benedito Lacerda (1946)
Vou vivendo, Pixinguinha e Benedito Lacerda (1946)
Yaô, Pixinguinha e Gastão Viana (1938)

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