Heróis do Povo – André Pinto Rebouças


andre_reboucas-foto-grFoi um dos mais ativos militantes do movimento abolicionista brasileiro e um dos fundadores da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão.
André Pinto Rebouças nasceu na Bahia, em 1838. Seu pai — filho de uma forra e de um alfaiate português — era um proeminente advogado (rábula), deputado e conselheiro de D. Pedro I. Sua mãe era filha de comerciante. Alguns de seus tios tornaram-se famosos no recôncavo: José tornou-se maestro da orquestra do Teatro de Salvador, Mauricio foi catedrático da Escola de Medicina da Bahia e, Manuel, alto funcionário da Justiça.
André, filho primogênito do casal Antônio e Carolina, formou-se em Engenharia pela Escola Central do Exército em 1860, no Rio de Janeiro. Na Europa, especializou-se em fundações e obras portuárias e foi uma das maiores autoridades brasileiras em engenharia ferroviária e hidráulica. De 1865 a 1866, serviu como engenheiro na Guerra do Paraguai. Foi criador das empresas Docas do Rio de Janeiro, Maranhão, Cabedelo, Recife e Bahia. Escreveu ainda diversos artigos de cunho técnico, ligados aos diversos ramos da engenharia.

Com seu irmão Antônio Rebouças, também engenheiro, foi autor do projeto da estrada de ferro Antonina-Curitiba — que serviu de base para a difícil obra do trecho serrano da ferrovia Paranaguá-Curitiba — e também dos projetos da ponte de ferro sobre o rio Piracicaba e da avenida Beira-Mar, no Rio de Janeiro. O irmão caçula, José Rebouças, trabalhou na implantação das linhas ferroviárias que hoje ligam o interior paulista. Na cidade do Rio de Janeiro, André Rebouças notabilizou-se por ser o primeiro a solucionar o problema de abastecimento de água com mananciais fora da cidade.

Foi um dos mais ativos militantes do movimento abolicionista brasileiro e um dos fundadores da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão. Escreveu inúmeros artigos no jornal Gazeta da Tarde, estimulou a criação de uma Sociedade Abolicionista na Escola Politécnica, onde lecionou em 1883, e redigiu com José do Patrocínio o Manifesto da Confederação Abolicionista. Ajudou também a redigir os estatutos da Central Emancipadora.

Rebouças foi amigo e admirador de Carlos Gomes e incentivou a carreira do autor de O Guarani na Europa. Muito amigo de D. Pedro II, já que era monarquista convicto, André Rebouças acompanhou o Imperador em sua viagem para o exílio. Entre 1889 e 1891, Rebouças permaneceu em Lisboa, trabalhando como correspondente do jornal The Times, de Londres. Em 1892, arruinado financeiramente, aceitou um emprego em Luanda, Angola. Em 1893, fixou-se na Ilha da Madeira, onde veio a falecer no dia 9 de maio de 1898.

Veja o Vídeo =>
Fonte: http://www.acordacultura.org.br/heroi…
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