HPV – Vitória da saúde


hpv-278x256Há alguns anos temos feito alertas aos homens para a devida atenção à doença, já que a maioria não tem o hábito de se consultar periodicamente com um urologista e muitos descobrem a doença após a parceira descobrir que tem o vírus.
Por: Charles Pádua
Oncologista e diretor do Cetus Hospital-Dia, em Betim

Uma das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que mais atinge a população mundial, o papilomavírus humano, mais conhecido por HPV, pode se tornar um inimigo mortal. Por ser uma doença geralmente silenciosa, que não causa sintomas, tem-se alastrado principalmente entre jovens no mundo inteiro e não raramente evolui para um câncer. Os HPVs subtipos 16 e 18 são responsável por 70% dos casos de câncer de útero, mas também podem causar cânceres de vulva, vagina, ânus, pênis e orofaringe. A vacina liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde outubro de 2006 como um alento tem demonstrado grande eficiência nos lugares onde é distribuída. No Brasil, somente o Distrito Federal conta atualmente com a vacinação gratuita e apenas para meninas entre 10 e 13 anos.
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O Ministério da Saúde vai incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra o HPV e estendê-la às meninas de 10 e 11 anos no início do ano letivo de 2014, devendo estar disponível em quase 5 mil pontos, entre escolas públicas e particulares (em campanha) e unidades de saúde e de maneira permanente. No passado, travamos uma intensa batalha para extinguir e/ou reduzir os casos de varíola, paralisia infantil, sarampo, coqueluche e tétano. Essa última conquista é vitória de toda uma nação.

O poderoso HPV é a DST que mais atinge a população mundial. Além de ser o maior responsável pelo câncer de colo de útero, também é o culpado por cerca de 50% dos casos de câncer de pênis, vulva e vagina e de cerca de 85% dos casos de câncer anal. O câncer de colo de útero afeta pelo menos 17 mil mulheres ao ano no Brasil. Já o câncer peniano pode levar à amputação e morte em casos mais graves. Segundo projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca), são registrados, em média, 5 mil casos da doença anualmente. Desse total, 1 mil resultam em amputações totais ou parciais, de acordo com o Data/SUS.
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Em 2012, a comunidade médica científica comemorou a recomendação da Academia Americana de Pediatria (AAP) para que se vacinem os meninos a partir dos 11 anos de idade contra o HPV e levantou a questão da doença para que se discuta com mais frequência esse mal, já que os homens, além de poder contrair alguns tipos de câncer, ainda são disseminadores do HPV nas mulheres. Por ser uma DST, não basta apenas que as mulheres se cuidem. Vacinar os homens é fundamental.
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Há alguns anos temos feito alertas aos homens para a devida atenção à doença, já que a maioria não tem o hábito de se consultar periodicamente com um urologista e muitos descobrem a doença após a parceira descobrir que tem o vírus. Os dados são alarmantes. Estima-se que, de 50% a 80% dos homens e mulheres sexualmente ativos contrairão HPV em algum momento de suas vidas. Vacinar as meninas antes do início da vida sexual ativa pelo SUS é uma grande conquista da saúde pública no país. Sabemos que é uma vacina cara e somente estava acessível à população que tem condições financeiras. Realmente, é uma vitória.
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