Pauta para as mudanças


379511_475459189161834_273152501_nDeve vir das ruas a pauta da reforma política. A questão, por exemplo, não está em aceitar ou não médicos estrangeiros, cubanos ou seja de que nacionalidade for, mas de garantir uma qualidade mínima à sáude pública em todo o país. Afinal, a exaustão da sociedade reflete anos, décadas, séculos de desídia. É preciso muito mais. A hora é de basta, de rearranjo geral do Estado, cujo gigantismo serve a poucos privilegiados, em detrimento da maioria, que pena com serviços públicos de péssima qualidade.

A hora é de canalizar os anseios, verbalizar a voz das ruas. Melhor, pois, organizar o caos. Se cada ator desse debate defender o próprio interesse, deixando de escanteio o protagonista das mudanças, o resultado indubitável será o acirramento dos ânimos. Ou seja, a inversão do quadro atual: em vez de o vandalismo emergir como uma bolha em meio à massa de manifestantes pacíficos, a indignação popular arrisca generalizar o quebra-quebra. Não é o que recomenda nem deseja a consciência civilizada do país.
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Exemplo claro da luta intestina ora em andamento é a discussão da reforma política. Começa pela maneira de conduzi-la: plebiscito ou referendo? Segue pelo financiamento público de campanha: se aprovado, as verbas vão aquinhoar os partidos na proporção da representatividade que hoje têm no Parlamento? E a cláusula de barreira? Qual será o nível de exigência de apoio da sociedade para extinguir os pequenos partidos? E os benefícios concedidos a deputados e senadores, serão mantidos? Será o mandato presidencial reduzido para quatro anos? Prevalecerá a reeleição?

A infindável lista de questões inclui ainda a fidelidade partidária, a eleição indireta dos suplentes de senadores, o voto de legenda — pelo qual o deputado Tiririca (PR-SP), com 1,3 milhão de votos, levou para a Câmara mais três deputados não escolhidos pelo eleitor — e o fim de coligações nas eleições proporcionais. Enfim, como saber o que as ruas pensam sobre cada uma dessas questões? Enquanto cada qual fala por si, aumenta a impaciência da sociedade com coisas práticas do dia a dia: o transporte público que não funciona, a educação que não ensina, a saúde que mata, a segurança que entrega o cidadão à própria sorte.
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É possível encontrar saídas para essas deficiências e a do combate à corrupção sem eliminar os vícios da política rasteira que só se lembra do contribuinte na hora de cobrar os impostos que sustentam a farra? Talvez, mas não da forma radical que se espera. Os poderes constituídos até estão atentos às palavras de ordem dos manifestantes. Tanto que o Congresso derrubou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 37, que restringia o poder de investigação do Ministério Público, e aprovou projeto que torna a corrupção crime hediondo. Já o Supremo Tribunal Federal decretou a prisão imediata do deputado Natan Donadon (PMDB-RO), condenado, quase três anos atrás, por peculato e formação de quadrilha.
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Mas as reações não bastaram e os protestos continuam. A questão, por exemplo, não está em aceitar ou não médicos estrangeiros, cubanos ou seja de que nacionalidade for, mas de garantir uma qualidade mínima à sáude pública em todo o país. Afinal, a exaustão da sociedade reflete anos, décadas, séculos de desídia. É preciso muito mais. A hora é de basta, de rearranjo geral do Estado, cujo gigantismo serve a poucos privilegiados, em detrimento da maioria, que pena com serviços públicos de péssima qualidade. Portanto, em vez de bater cabeça, cabe aos poderes constituídos verbalizar a voz das ruas.
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