Morador de Rua: Acordo contra retirada à força


993830_475893539153886_583551848_nA Prefeitura de Belo Horizonte negou que irá fazer qualquer tipo de retirada à força de moradores de rua. A explicação foi dada depois da denúncia publicada nas redes sociais sobre uma suposta ação planejada de “higienização” na cidade durante a Copa das Confederações.
MPMG mediou encontro com a prefeitura após denúncia de ‘higienização’ das ruas para a Copa
Por:Johnatan Castro
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Mesmo com acordo, há duas semanas, denúncias de retirada forçada seguem no Facebook

A Prefeitura de Belo Horizonte negou que irá fazer qualquer tipo de retirada à força de moradores de rua. A explicação foi dada depois da denúncia publicada nas redes sociais sobre uma suposta ação planejada de “higienização” na cidade durante a Copa das Confederações.
De acordo com a prefeitura, foi firmado um acordo com o Centro Nacional de Defesa de Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Material Reciclável (CNDDH), mediado pelo Ministério Público, para evitar qualquer medida agressiva em relação a essas pessoas.
Segundo a coordenadora do centro, Karina Vieira, a entidade recebeu denúncias alertando para uma ação na área central da capital, com apoio da Polícia Militar. “Foi feito um acordo para essa retirada dos moradores de rua ser feita só pelo serviço de abordagem social da prefeitura. É preciso fazer o encaminhamento correto, não só para o abrigo, mas também para a família ou para o setor de saúde”, disse.
A coordenadora do Comitê de Acompanhamento e Monitoramento da Política para a População de Rua da prefeitura, Soraya Romina, nega qualquer intenção de recolhimento. “Existe um boato rodando nas redes sociais, no contexto da Copa das Confederações, sobre a intenção da prefeitura em patrocinar uma ação higienista. Nunca existiu ação nesse sentido”, afirmou.
Uma das denúncias é do universitário Fernando Soares, 25. Segundo ele, um morador de rua foi recolhido ontem, no centro, e outros três fugiram para não ser levados. “Temos denúncias dos próprios moradores de rua. Mas não sabemos para onde eles estão indo. Estamos mobilizando grupos para fazer a vigilância disso e denunciar”. A prefeitura também negou a realização do recolhimento de ontem.
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Outra denúncia feita pelo CNDDH diz respeito ao recolhimento dos pertences de moradores de rua. O centro de defesa reclama que a regional Centro-Sul contratou uma equipe para recolher cobertores, colchões e até mesmo bolsas, documentos e remédios dos sem-teto. “Isso acontece tanto no frio quanto no calor. Conversamos com e prefeitura, e foi acordado que eles não fariam mais isso, mas não adiantou”, explicou a coordenadora Karina Vieira.
A coordenadora do Comitê de Acompanhamento e Monitoramento da Política para a População de Rua, Soraya Romina, afirmou que a prefeitura não reconhece a permanência de pessoas nas ruas da cidade e que, por isso, recolhe objetos como colchões, papelão e móveis velhos.
Em nota, a regional Centro-Sul negou que recolha objetos pessoais e disse não usar métodos “coercitivos” de abordagem. “Todos os objetos que já foram retirados das vias públicas foram esquecidos por dias e estavam obstruindo o logradouro público, situação proibida conforme o Código de Posturas”.
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