Atitude que vem das ruas


CIDADE-HIP-HOP1Cidade Hip-Hop vai agitar a capital mineira, de hoje até domingo, com uma série de atrações ligadas ao movimento, que une música, dança e grafitagem
Por: Mariana Peixoto
O rapper Fabricio FBC
O rapper Fabricio FBC participa da terceira edição do projeto

Desde que foi criado, em 2010, o Cidade Hip-Hop tinha a intenção de agrupar todos os elementos que compõem o gênero – música, dança e grafitagem – em apenas um espaço. Só veio conseguir isso agora, na terceira edição do projeto. De hoje a domingo, o evento será realizado no Espaço 104. Com entrada franca – somente os bailes terão cobrança de ingressos –, vai promover palestras, workshops, exposição e shows com Rael, Fabrício FBC e Edi Rock.
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“Quando o Cidade Hip-Hop veio para o Centro (nas edições anteriores, um dos palcos foi o extinta Lapa, em Santa Efigênia), a ideia era dar acesso a todos. O artista consegue estabelecer um diálogo com o público, que sente essa troca”, afirma Rômulo Silva, coordenador-geral do projeto. O horário também muda em relação às edições de 2010 e 2011 (no ano passado ele não foi realizado). As atividades começam logo no início da tarde e os shows vão até as 23h. Somente os bailes com DJs serão estendidos até a madrugada.
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“Nas outras edições a gente recebeu críticas porque a programação terminava às 4 da manhã, e era difícil para quem faz uso do sistema de transporte público”, continua Rômulo. Na opinião dele, a evolução do hip-hop fez com que ele se estabelecesse no cotidiano. “Hoje ele dialoga com outras realidades. O Edi Rock, por exemplo. Com os Racionais MCs, ele tem uma vertente mais da periferia. Ao mesmo tempo, faz música hoje com o Seu Jorge.”

E é para tentar diminuir as barreiras que o projeto promove outras atividades além dos shows. A exposição O graffiti no ritmo da música mineira vai reunir trabalhos de 10 grafiteiros da Grande BH que fizeram releituras de capas de discos de artistas do estado. E as chamadas vivências vão levar o público leigo a tomar contato com a cultura hip-hop. “Nas tardes de sábado e de domingo, o público vai poder grafitar em telas em branco que estarão no 104 ou então aprender a dançar com b’boys. Queremos romper as fronteiras e mostrar que o hip-hop é uma arte consolidada e esteticamente bem resolvida”, conclui Rômulo.

CIDADE HIP-HOP
De hoje a domingo, no Espaço 104 (Praça Ruy Barbosa, 104, Centro). Shows, workshops, exposição e vivências. Entrada franca. Baile: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada).
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• PROGRAMAÇÃO

» Hoje: 19h –PapoRap, com os rappers Blittz (Crime Verbal) e Eduardo (Ex-Facção Central); 21h – Abertura da exposição O graffiti no ritmo da música mineira
» Amanhã: 18h – Seminário Caminhos, conexões e desafios do hip-hop; 22h – Baile DeSkaReggae Sound System (Seletores Rafa e Léo Vidigal)
» Sábado: 14h –Workshop: Brooklin Rock (Up Rock), com Eduardo Sô e vivências artísticas: DJ/graffiti/freestyle/beatmaker; 18h – Shows de As Mina Rima, Matéria Prima, Das Quebradas e Rael; 23h – Baile Bum Bep (DJs Junin e Cost)
» Domingo: 14h – Workshop Produção musical, com DJ Giffoni e vivências artísticas; 18h –Shows de Fabrício FBC, Coletivo Dinamite e Edi Rock; 22h –Baile Pro Beats (DJ Spider)
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