Ira contra o racismo


18mar2013---trote-realizado-por-alunos-da-faculdade-de-direito-da-ufmg-gera-acusacoes-de-racismo-universidade-investiga-o-caso-1363635827102_300x300Aumenta a reação contra as atitudes que revelam preconceito. São sinais claros de que se o racismo, apesar de todos os avanços sociais, não foi abolido entre nós, pelo menos a tolerância é cada vez menor.

Vão longe os tempos em que a sociedade brasileira lembrava carneirinho. Sem reação, aceitava com resignação medidas que a afetavam diretamente. Até o confisco da poupança pela ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Melo, no governo Collor, que deixou a população sem recursos da noite para o dia, transcorreu com normalidade que surpreendeu inclusive os pais da idéia. O exemplo é paradigmático. Mexeu-se no bolso, a parte mais sensível do corpo. O governo praticou a violência na certeza de que navegaria em águas serenas. Acertou.
Mas, como frisa a sabedoria popular, não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe. Fatos recentes chamam a atenção para a mudança de comportamento dos cidadãos. Fatos recentes, apesar de independentes, apresentam um denominador comum — a existência de pessoas antenadas, capazes de protestar contra atos que arranham direitos, reforçam preconceitos ou desrespeitam a vontade do povo.
O primeiro se refere à reação indignada ante a indicação de Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. O parlamentar, acusado de racismo e homofobia, não tem condições sequer de se defender. Vídeos postados na internet apresentam-no ao vivo e em cores pregando contra grupos minoritários. A mobilização trouxe consequências.
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De um lado, impediu que o parlamentar presidisse sessões e, com isso, que assuntos da pauta fossem tratados. De outro, aumentou a pressão interna para a renúncia dele ao cargo. Não só o partido sentiu o mal-estar. Também a Câmara, que amarga crescente impopularidade, se deu conta do prejuízo à sua imagem. Colegas da própria comissão lançaram a Frente de Defesa dos Direitos Humanos — tentativa de atuação paralela com ingredientes capazes de tornar a situação mais insustentável.
Ampliadas pelas redes sociais, as mobilizações ganham força. Na São Paulo Fashion Week, Ronaldo Fraga apresentou manequins com perucas de palha de aço. Seria forma de criticar a elite branca pelo preconceito contra o “cabelo ruim”. Mas o estilista mineiro se esqueceu de combinar com o Movimento Negro. Ativistas ofendidos consideraram a iniciativa desrespeitosa e lançaram violento protesto pela internet. Injustos ou não com o estilista, os protestos foram rápidos e intensos contra o que pareceu ser mais uma manifestação de racismo.
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Não ficou por menos a irada reação de pessoas, inclusive de jovens, que se manifestaram por todos os meios impressos e eletrônicos contra a brincadeira sem graça de estudantes no trote aos calouros da Faculdade de Direito da UFMG. Ao postar nas redes sociais fotos de uma caloura acorrentada, pintada de negro e com uma placa de papelão que a identificava com Chica da Silva, a escrava que ganhou a liberdade ao se submeter aos caprichos sexuais de seu senhor, jovens veteranos provocaram uma onda de protestos que constrangeu a universidade a puni-los.
São sinais claros de que se o racismo, apesar de todos os avanços sociais, não foi
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