Duelo de MC’s: a arte invade a cidade e conquista seu espaço


Duelo de Mc's - e-flyer - 08Quando começaram com a “brincadeira”, em 2007, eles eram apenas um grupo de amigos que se reunia pela diversão da música. Hoje, o Duelo de MC’s se tornou um dos principais movimentos de rua do Brasil, com um público fiel de até duas mil pessoas todas as sextas-feiras.
Logo no começo da noite, o Viaduto Santa Tereza, em Belo Horizonte, começa a mostrar porquê o local é referência para quem curte hip hop. Aos poucos e, mesmo em dia de chuva, os fãs vão chegando. E eles são bem diversos. Há aqueles com traje específico – boné de lado, bermuda e camisa larga -, mas há também os estudantes universitários e até mesmo executivos.
image
O público lota o viaduto Santa Tereza para acompanhar as apresentações dos MC’s
Um ambiente diverso e plural. Essa é justamente a proposta do Duelo. “A ideia é ser um movimento democrático, que discuta a cidade”, explica um dos coordenadores, Pedro Valentim, o PDR. “É um dos poucos espaços públicos que propõem reunir a juventude de Belo Horizonte para se divertir dessa forma”, acrescenta.

“Desde o maloqueiro, o grafiteiro, a mina que mora lá no topo, o cara do escritório – de terno e gravata – a turma da faculdade, todos frequentam o viaduto”, destaca um dos juizes da disputa, Alisson Souza, que frequenta o evento há dois anos.

O estudante Tomáz Medeiros, 21 anos, é visitante de “primeira viagem” e aprovou. “Eu vim mesmo para conhecer, saber como que é o movimento aqui. Um amigo me chamou e eu resolvi aparecer. É muito bacana a parada”, comenta.
imagea
Pedro Valentim, o PDR, é um dos organizadores do evento (Foto: Samuel Costa)

Assim como ele, Ermak Richard, 20 anos, que trabalha em um escritório de contabilidade, curtiu a proposta. “O que me atrai é a disputa dos MC’s. Além disso, curto grafite e encontro várias pessoas da área no evento”, diz.

Para o juiz Alisson, o que falta para o Duelo ganhar ainda mais destaque é o amparo do poder público. “É preciso mais apoio das autoridades governamentais para o movimento conseguir uma estrutura melhor para seus frequentadores”, defende.
6940012857_719c22134f_z
“A cultura é feita para o povo. Isso aqui é uma forma de devolvê-la para a rua, de graça”, pontua. É o que também destaca PDR. “A gente traz vida para um lugar onde, antes, as pessoas tinham até medo de passar”, conclui.

Uma noite no duelo e mostra como funciona o encontro. Confira no vídeo abaixo:


################################################################################################################################
Doação de Sangue 25assinatura_hemominas

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: