A Revolta da Chibata


“Para as faltas leves, prisão a ferro na solitária, por um a cinco dias, a pão e água; faltas leves repetidas, idem, por seis dias, no mínimo; faltas graves, vinte e cinco chibatadas, no mínimo.” A gota d’água para eclodir a revolta foi o castigo aplicado a um marinheiro negro que, ao invés das 25 chibatadas, levou 250.
A Revolta da Chibata , numa união com negros de outras embarcações, os navios apontam para a cidade do Rio de Janeiro e ameaçam bombardear a capital. A população se apavora e o governo não tem outra saída a não ser ceder às exigências que são feitas.

A Revolta da Chibata foi um movimento de integrantes da Marinha do Brasil, comandada pelo marinheiro João Cândido Felisberto. Em cerca de dois anos, ela foi planejada e tomando forma a ponto de se transformar em um motim que se estendeu de 22 a 27 de novembro de 1910 na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, que era a capital do Brasil. Mais de 2400 marinheiros se insurgiram contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos. No enfrentamento, houve mortes tanto de marinheiros quanto de oficiais dos navios. Em negociação com o governo, os rebeldes entregaram as armas e foi decretada a anistia.
Pouco depois houve uma segunda revolta, que deixou mais mortos e levou o Congresso Nacional a decretar estado de sítio.

Tanto a história oficial da Revolta da Chibata quanto os acontecimentos que a precederam e suas consequências estão nos livros, com todos os desdobramentos. O que vale ressaltar é que tudo foi motivado pela busca de tratamento humanitário, pois a escravidão já havia acabado, mas na Marinha não. Supostamente, os castigos físicos haviam sido abolidos da Marinha um dia depois da Proclamação da República (1889), mas acabaram restabelecidos no ano seguinte por um decreto nunca publicado no Diário Oficial.

No entanto, era o que valia em muitos navios. O decreto dizia: “Para as faltas leves, prisão a ferro na solitária, por um a cinco dias, a pão e água; faltas leves repetidas, idem, por seis dias, no mínimo; faltas graves, vinte e cinco chibatadas, no mínimo.” A gota d’água para eclodir a revolta foi o castigo aplicado a um marinheiro negro que, ao invés das 25 chibatadas, levou 250.

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