Missão possível


Missão possível Desafiadas pelo Hemominas a captar voluntários, muitas crianças aprendem sobre a doação sanguínea e convencem adultos a doar. Elas estão certas de que no futuro farão parte dessa rede.
VEIAS SOLIDÁRIAS
Por:Luciane Evans

Luís Agenor, de 12 anos, está convencendo a mãe e os primos a serem voluntários (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)

Imagine se você fosse como os super-heróis dos cinemas e pudesse salvar muitas vidas. Você não precisaria dos superpoderes, a sua arma seria a solidariedade. Esse desafio foi proposto a cinco escolas de Belo Horizonte e região metropolitana, pela Fundação Hemominas, órgão de Minas Gerais responsável pela oferta de sangue e derivados em boa qualidade à população. Para que uma pessoa acidentada e que tenha se machucado, por exemplo, possa receber sangue de outras pessoas para sobreviver, o Hemominas conta com a ajuda de doares voluntários. Mas nem sempre há muitos interessados nessa história.

Foi aí que uma turma de crianças recebeu a missão de convencer os maiores de 16 anos a deixar que em suas veias pulse a solidariedade. Elas tiveram aulas e palestras sobre como a doação funciona. Chamado de Doadores do Futuro, o projeto, que este ano completa 25 anos, mobilizou a criançada a captar voluntários, e a escola que conseguir o maior número de interessados será premiada. Mas a premiação é o que menos importa para eles.

Gabriel Teixeira, de 11 anos, e Giovanna Lara, de 10, alunos do 5º ano da Escola Municipal Cora Coralina, no Bairro Copacabana, em Venda Nova, conheceram o trabalho do Hemominas. Convencidos de que salvar vidas é muito legal, eles tentam convencer os pais e parentes a serem doadores. “A minha mãe sempre doa, mas vejo que a maioria das pessoas tem medo ou preguiça de fazer isso. Faço a minha parte ao convencer os adultos a doar”, comenta Gabriel.

Gabriel Teixeira, de 11 anos, lamenta que as pessoas têm medo ou preguiça de doar (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)

Giovanna Lara, de 10 anos, ensina que o corpo recupera o sangue doado em 24 horas (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)

Giovanna ensina que o corpo recupera a quantidade doada em 24 horas. “Quando voltei do Hemominas, expliquei tudo sobre o processo. Quando crescer, sei que serei voluntária.” Quem está suando para cumprir essa missão são os alunos da Escola Estadual Augusto de Lima, em Nova Lima. Em 2010, eles conseguiram 104 doares.

Este ano, a expectativa é passar dos 200. Eles alugaram até vans para levar os interessados. “Aprendi que a cada sangue que doamos, podemos salvar até quatro vidas. Isso é fantástico. Mas as pessoas só podem doar quando têm mais de 16 anos. Já estou convencendo a minha mãe e meus primos”, diz Luís Agenor Godinho Pereira Silva, de 12.

Pedro Henrique de Souza Ribeiro, Vitória Júlia Araújo e Larissa Clemente, todos de 10 anos, alunos da Escola Municipal Hélio Pellegrino, no Bairro Guarani, Região Norte, distribuíram panfletos e dizem que, por mais que não possam doar, ao convencer alguém a fazer isso eles estão também salvando vidas. “A pessoa que doa ajuda muitas outras. E a funcionária do Hemominas disse que a agulha nem dói” , conta Larissa, que já levou as tias para doar. Que tal você também convencer um adulto saudável a entrar nessa onda de super-heróis?

Estoque em alta

Com a ajuda da criançada, o Hemominas já sentiu a diferença no estoque sanguíneo. Em um único dia, 112 voluntários doaram sangue, quantidade considerada alta pelo órgão. Muitas escolas têm abusado da criatividade para captar doadores. Em algumas, alunos com mais de 16 anos estão doando sangue pela primeira vez.

Vitória Júlia, Larissa de Oliveira e Pedro Henrique, todos de 10 anos, ainda não podem ser doadores, mas fizeram questão de convencer os parentes (Jair Amaral/EM/D.A Press )
Vitória Júlia, Larissa de Oliveira e Pedro Henrique, todos de 10 anos, ainda não podem ser doadores, mas fizeram questão de convencer os parentes

POR QUE SER UM DOADOR?
Porque não custa nada e ajuda muito. Uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas. A falta de sangue em um hospital pode levar ao cancelamento de cirurgias e de procedimentos, deixando pacientes em risco de morrer.

QUEM PODE DOAR
» Pessoas entre 16 e 67 anos. Menores de idade devem apresentar autorização dos responsáveis na hora de fazer a doação.
» Quem tem e está com boa saúde.
» Quem pesa acima de 50 quilos.
» Quem dorme bem na noite anterior à doação.
» Mulheres, mesmo se menstruadas ou fazendo uso de anticoncepcionais.

QUEM NÃO PODE DOAR
» Quem teve hepatite após os 11 anos, exceto se tiver comprovação laboratorial da época de que tratou de hepatite A.
» Quem tem exposição a situações de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis.
» Quem teve gripe, resfriado ou diarreia nos sete dias anteriores à doação.
» Quem ingeriu bebida alcoólica nas últimas 12 horas anteriores à doação.
» Quem usou ou usa drogas injetáveis.
» Quem apresenta ferimento ainda não cicatrizado.
» Quem estiver grávida ou em período de amamentação. Após o parto normal é necessário aguardar três meses. Após cesárea, seis meses.
» Quem fez qualquer exame por endoscopia nos seis meses anteriores à doação.
» Quem fez cirurgia por laparoscopia nos seis meses anteriores à doação.
» Quem fez tatuagem nos últimos 12 meses anteriores à doação.
» Quem fez ou faz tratamento dentário (a pessoa pode ser impedida de doar por um período de um a 30 dias, conforme o caso).
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