Grafite em igreja > Imagem em três dimensões


As pichações são formas de poluição visual dos espaços públicos, por isso são vistas como vandalismo. Com intenção completamente oposta, o grafiteiro, diferentemente do pichador, procura deixar os espaços mais bonitos. O grafite é uma maneira de interferir nas paisagens da cidade. Os grafiteiros procuram se expressar por meio do desenho, por isso sempre passam uma mensagem. Devido à confusão entre as duas coisas, muita vezes os grafites são vistos de maneira negativa. No entanto, com o passar do tempo, o grafite foi reconhecido como arte urbana.

O grafite de Rafael Martins da Costa, de 28 anos, virou notícia! Os desenhos que costumam ser feitos com spray em muros na rua ganharam espaço nobre na Paróquia dos Sagrados Corações, conhecida como Igreja do Padre Eustáquio. A imagem de Jesus Cristo Ressuscitado em um céu azul celeste foi recriada em três dimensões. A habilidade do artista fez com que a figura ficasse como se fosse uma escultura, o que surpreende todos que a veem.

Muita gente não acreditou que a pintura era um grafite por ser muito realista. Com 10m de largura por 12m de altura, o grafite ocupou o altar e foi mostrado aos fiéis no sábado de aleluia. O Dicionário Houaiss define grafite e pichação como rabisco ou desenho com marcas do autor feitas com aerossol de tintas nas paredes, muros e monumentos da cidade. No entanto, são formas de expressão muito diferentes, tanto na intenção de quem as faz como no resultado.

As pichações são formas de poluição visual dos espaços públicos, por isso são vistas como vandalismo. Com intenção completamente oposta, o grafiteiro, diferentemente do pichador, procura deixar os espaços mais bonitos. O grafite é uma maneira de interferir nas paisagens da cidade. Os grafiteiros procuram se expressar por meio do desenho, por isso sempre passam uma mensagem. Devido à confusão entre as duas coisas, muita vezes os grafites são vistos de maneira negativa. No entanto, com o passar do tempo, o grafite foi reconhecido como arte urbana.

Mas o grafite não ficou só nas ruas, foi para galerias e museus. Alguns grafiteiros brasileiros são conhecidos no mundo todo: Os Gêmeos, Binho Ribeiro, Nina Pandolfo, Nunca, Tinho, Pato e Flip. Essa forma de expressão é considerada um dos elementos do movimento hip-hop. A dança (break), a música (rap) e a discotecagem (DJs) são outros elementos que compõem essa cultura de rua. O etíope Alex Vallauri (1949-1987) foi um dos primeiros a trazer essa forma de expressão para o Brasil. Ele chegou a São Paulo em 1965.

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