Família quilombola de Minas Gerais reúne mais de duas mil pessoas em tradicional congada de 13 de maio
Bernardete Toneto
de Contagem (MG)
Um provérbio angolano diz que “andar sozinho é quase não andar. Cantar sozinho é quase murmurar e dançar sozinho é quase se arrastar”. Essa lição foi aprendida há 123 anos pela grande e unida família dos Arturos, de Contagem (MG). E, respeitando as tradições ancestrais africanas, os 548 parentes que hoje vivem no Quilombo dos Arturos se juntam em maio para a congada da Festa da Libertação. Durante dois dias, rezam, dançam, cantam e caminham em procissão, louvando Nossa Senhora do Rosário e em lembrança da assinatura da Lei Áurea.