1 Ano de Ocupação Militar do Complexo do Alemão: Miséria e Repressão Contra o Povo Negro e Pobre.


Governo Dilma fala ao povo negro e pobre: “obedeça a todas as instruções. Qualquer ação contrária será considerada como ato hostil e receberá a resposta necessária”.

Em novembro de 2010, 1,6 mil soldados do exército subiam o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, para ocupar permanentemente o conjunto de favelas que é composto em sua maioria por negros.

A operação, transmitida ao vivo, foi marcada por inúmeras denúncias de abusos dos agentes de repressão, como torturas e saques a casas e estabelecimentos comerciais de moradores. Tanques de guerra da Marinha e do Exército, execuções sumárias, um cenário de guerra do governo contra a população.

No esteio da invasão do Complexo do Alemão seguiu-se uma série de ocupações em diversas comunidades cariocas, especialmente nas que circundam o Maracanã, estádio que sediará a Copa de 2014. Foram várias as remoções de comunidades inteiras forçadas pelo Estado a entregar a propriedade para que grandes empreiteiras e a especulação imobiliária lucrem com os eventos desportivos.

Para tal fim, tiraram da manga uma força de repressão que tem experiência em ocupações em outros países, como o Haiti, são as chamadas Unidades de Polícia Pacificadora, que, com um nome trabalhado, fazem o mesmo trabalho de repressão que o exército americano faz no Oriente Médio, mas em solo brasileiro.

As tentativas de ocupar militarmente as comunidades negras e pobres datam de 1992, em razão da Eco-92, no entanto, apenas o governo petista de Lula/Dilma conseguiu manter uma repressão militar contra a população por tanto tempo.

Escutas telefônicas feitas pela polícia federal flagraram traficantes negociando fugas dentro de viaturas policiais e caveirões em troca de ouro, PMs e policiais civis comentando o quanto roubaram das casa dos trabalhadores, além de vários outros delitos. Demonstrando que não há uma polícia melhor que outra, todas estão envolvidas com crimes e com a repressão ao povo.

Os executados nas comunidades ocupada, segundo os laudos cadavéricos, apontam que a grande maioria é negra e é executada com tiros na nuca, de cima para baixo e a curta distância, em circunstâncias chamadas de autos de resistência e resistência seguida de morte. Ninguém divulga ao certo o número de executados, mas facilmente ultrapassa uma centena numa perspectiva “otimista”.

População resiste

Durante este período de ocupação, já se faz insustentável a manutenção dessas operações em virtude da resistência da população contra a repressão diária. Um dos fatos mais divulgados ocorreu no dia 4 de setembro quando dezenas de soldados atacaram um grupo de moradores que festejava e assistia a um jogo de futebol no Morro da Alvorada, uma das treze favelas do Complexo.

A polícia disparou balas de borracha contra a população revoltada, e feriu jovens, idosos e mulheres. As imagens da agressão foram flagradas com uma câmera de celular por um morador do local. O video revoltou os moradores que, nos dias seguintes, espalharam faixas repudiando a presença do exército nas favelas e fizeram protestos em inúmeras localidades do conjunto de favelas.

Nos protestos seguintes a população chegou a se armar de paus, pedras e fogos de artifício para expulsar a repressão militar das comunidades ocupadas. Ao que a mídia burguesa chama de protesto bancado pelo tráfico.

Assinam essas arbitrariedades, são os responsáveis pelas mortes no morro e pelo racismo de estado: o governador Sérgio Cabral (PSDB), o ministro da Defesa Celso Amorim, e o governo federal petista de Lula/Dilma. Uma das últimas incursões, o exército, que fala em nome das referidas autoridades, emitiu uma mensagem gravada que ordenava aos moradores: “obedeça a todas as instruções. Qualquer ação contrária será considerada como ato hostil e receberá a resposta necessária”.

Dessa forma, a resistência às UPP’s e à repressão da população pobre e negra é, antes de tudo, uma luta contra a política racista da burguesia e dos governos Cabral e Dilma de lucrarem à custa do aumento da segregação social na cidade do Rio de Janeiro.
Por: Diário Da Liberdade
Fotos da Invasão do Complexo do Alemão:


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