Angola: Jornalista William Tonet condenado a um ano de prisão


O jornalista William Tonet foi condenado a um ano de prisão, remível a uma indenização de cem mil dólares, por “calúnias” a figuras da cúpula do regime angolano, nomeadamente generais. O movimento de solidariedade com o jornalista conseguiu recolher já 30 mil dólares em dois dias.

William Tonet, jornalista e diretor do semanário Folha 8, foi julgado esta semana no tribunal de Luanda e condenado a um ano de prisão por calúnia e difamação a altas figuras do regime angolano: general Kopelika, chefe da Casa Militar da Presidência de Angola; general José Maria, chefe dos serviços de informação de José Eduardo dos Santos; general Francisco Pereira Furtado, chefe do Estado-maior general das forças armadas de Angola; e Silvio Burity, diretor da Alfândega de Angola. A condenação a um ano de prisão é remível a uma indenização de cem mil dólares, além de outras multas e taxas de justiça.

Segundo a agência Lusa e a Gazeta de Luanda, a acusação contra William Tonet surgiu na sequência da publicação em 2008, pelo semanário Folha 8, de um conjunto de denúncias sobre promiscuidade entre altas patentes das forças armadas e negócios, nomeadamente minas de diamantes e negociação de terrenos das forças armadas. William Tonet não foi o autor dos artigos, mas respondeu como director do semanário e recorreu da sentença. O jornalista manifestou-se sem condições de pagar os cem mil dólares.

Face à condenação do jornalista, gerou-se um movimento de solidariedade, que conseguiu arrecadar 30.000 dólares em dois dias. A campanha foi lançada pela Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD) e pela associação Mãos Livres e teve a participação de muitas pessoas, nomeadamente jovens, que fizeram mesmo bancas de recolha de fundos.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da AJPD, António Ventura, disse que diversos cidadãos têm prestado solidariedade, assim como associações cívicas. “Até agora, o valor mais alto, mil dólares, foi entregue por uma organização cívica e há também a colaboração de políticos, que preferem não ser identificados, mas temos a lista com o registro de todas as pessoas solidárias”, referiu António Ventura à agência Lusa.
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