Álcool: não há dose segura


Especialistas alertam que mesmo o consumo moderado pode elevar o risco de câncer de mama.
A lista dos possíveis fatores que elevam o risco de câncer de mama cresce a cada ano. Obesidade e sedentarismo têm seus efeitos danosos comprovados em números e estatísticas.

A novidade no tema, embora ainda sem garantias oficiais, aponta que o consumo moderado de álcool também aumenta as chances da doença.

Foto: Getty Images Ampliar

Bebida aumenta a suscetibilidade ao aparecimento do câncer de mama

Fabiana Baroni Makdissi, mastologista do Hospital A.C Camargo, explica a relação usando a metáfora da balança: os fatores de risco estão de um lado, e os de proteção, no outro. Nesse caso, endossa a médica, o desequilíbrio é condição para aumentar ou não a chance de aparecimento da doença. Quanto maior for o peso da proteção menor serão os riscos.

A especialista diz que a matemática é simples. O câncer está diretamente relacionado à qualidade de vida. “Ainda não temos como dominar e controlar a doença, mas tudo que for possível fazer para deixar o organismo equilibrado, é benéfico e diminui as chances dela aparecer.”

Segundo Fabiana, o câncer de mama é multifatorial, ou seja, causado por diversos fatores. A obesidade, o sedentarismo e o consumo de álcool não desencadeiam a doença sozinhos, mas potencializam os riscos. “Nascer mulher e estar envelhecendo também são fatores de risco para o surgimento da doença. Estes dois não temos como mudar, mas os outros fatores sim. A manutenção da saúde, é responsabilidade de cada um.”

Na teoria, os médicos revelam que consumir 120 ml de vinho (o equivalente a uma taça) ou 275 ml de cerveja, quantidade inferior a uma latinha, por dia já é considerado uma dosagem de risco. O ideal, aponta a mastologista, seria limitar a ingestão a celebrações e ocasiões especiais e, ainda assim, manter a disciplina.

“As mulheres que consomem álcool apresentam níveis elevados de hormônios, em especial o estrógeno e, em particular, o estradiol, que é um tipo de estrógeno, o hormônio considerado como o grande vilão do câncer de mama”, esclarece a mastologista.

Alguns estudos sugerem que a bebida aumentaria a suscetibilidade à carcinogênese – seqüência de eventos que culmina no aparecimento do câncer no tecido mamário. O álcool causaria também dano no DNA (molécula que armazena as informações genéticas) das células e ampliaria o potencial metastático (capacidade que as células do tumor têm de se espalhar para outras partes do copo) das células tumorais.

Felipe Andrade, mastologista do Hospital Sírio Libanês de São Paulo, explica que o álcool e a gordura têm uma influência negativa sobre o hormônio feminino. “O câncer é um tumor que se alimenta de hormônios. A gordura estimula a produção do estrogênio, que é extremamente prejudicial à mulher, e o álcool sinaliza esse hormônio de forma negativa.”

Apesar de os estudos ainda serem inconclusivos, o médico não descarta a importância do alerta. “Embora ainda não tenhamos dados que decifrem de que forma essa sinalização é feita, já sabemos que a relação entre o álcool e o estrogênio é negativa, o que exige um cuidado redobrado.”
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