No centro do universo


Celebridade instantânea, a angolana Leila Lopes ainda está se acostumando ao papel de protagonista, depois de vencer o concurso de miss, realizado pela primeira vez no Brasil

A vitória da angolana Leila Lopes, de 25 anos, no Miss Universo 2011, teve grande repercussão nas redes sociais. Os internautas se mostraram satisfeitos com o resultado e alguns até chegaram a afirmar que estavam torcendo mais para a africana do que para a própria brasileira, a gaúcha Priscila Machado, que terminou em terceiro lugar. Mesmo durante o desfile, no Credicard Hall, em São Paulo, na noite de segunda-feira, o público se dividiu entre Priscila e Leila, que desbancou 88 candidatas.

Ousada, a angolana desfilou o tempo inteiro de cabelos presos. Na hora da pergunta dos jurados, sobre o que mudaria em sua aparência, “Estou muito satisfeita com o que Deus me deu e não mudaria nada em mim. Graças a Deus, me considero uma menina bonita por dentro e tenho meus valores”, declarou Leila, que recebeu a coroa e a faixa da mexicana Ximena Navarrete, vencedora do concurso em 2010,

Preconceito Na tentativa de dialogar com o público, Leila pediu para dar um recado. “Um conselho para todos: respeitem uns aos outros”, disse, pouco antes de ser interrompida por um sinal. Já a miss Brasil, Priscila Machado, respondeu à pergunta feita pelo piloto de Fórmula Indy Hélio Castroneves, que quis saber o que ela faria para evitar uma guerra. Priscila respondeu que iria explicar às pessoas que a principal qualidade do ser humano é o respeito. “Nenhuma guerra é baseada em respeito, e sim na falta de respeito, educação e humanidade. Dessa forma, eu diria às pessoas que, como seres humanos, devem respeitar o próximo”, declarou.

Como miss Universo, Leila Lopes ganhou um ano de curso na New York Academy, com despesas pagas e acomodação de luxo em Nova York, além de viagens pelo mundo representando os patrocinadores e organismos não governamentais e serviços de beleza e estética. A nova miss Universo pretende concentrar seus esforços no combate ao HIV, doença que ainda causa muitas mortes em seu país.

Questionada sobre o preconceito racial existente no Brasil e diversas partes do mundo, Leila surpreendeu com sua resposta: “Acho que pessoas preconceituosas é que precisam procurar ajuda, porque não é normal, em pleno século 21, alguém ainda pensar dessa forma”.

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