Projeto Cena Coletiva quer levar a arte a todos os públicos


Iniciativa dos grupos Trama, Cia. Zap 18 e Atrás do pano conta até uma banda de palhaços entre as atrações.
Fomentar novos espaços e promover trocas entre as comunidades e os artistas. Esses são alguns dos objetivos do Cena Coletiva, projeto coletivo dos grupos Trama, Cia. Zap 18 e Atrás do pano. Até domingo, além de cinco espetáculos, também será realizada uma leitura dramática e um workshop sobre yoga para atores. Todas as atividades serão desenvolvidas em dois espaços fora do eixo teatral de Belo Horizonte: na sede do Trama, que fica em Contagem, e na casa da Zap 18, no Bairro Serrano.

“O grande barato dessa cena é fazer o intercâmbio com os grupos que têm suas sedes”, avalia Carlos Henrique, ator do Trama. No Cena Coletiva, terá a oportunidade de apresentar espetáculo dirigido por ele, Cabeça de porco, que abre a temporada. Também criada em parceria com as companhias Crônica e Cóccix, a peça discute o progresso e suas consequências para o homem. “É um espetáculo experimental. Tudo foi criado por nós, demos oportunidade para quem quis exercitar a direção, a dramaturgia”, revela.

Segundo Carlos Henrique, o nome da montagem vem de uma crença popular que tem a ver com a carência cultural da região onde o grupo se instalou. “Quando mudamos para cá, muita gente dizia que no Barreiro nada dava certo porque tinha uma cabeça de porco enterrada. Então, devolvemos a pergunta: ‘Será que a cabeça de porco não está em vocês?’”, provoca.

E como o objetivo é o intercâmbio de espaços, se hoje Cabeça de porco será apresentada na sede da Cia. Zap 18, amanhã, o grupo dirigido por Cida Falabella leva a Contagem seus alunos de teatro para a leitura dramática de O chapéu do meu avô, de Eid Ribeiro. Completam a programação artística do Cena Coletiva o espetáculo Deuses e duas cenas curtas, Rosângelas e As rosas do jardim de Zula, além do espetáculo de palhaços Concerto em ré, do grupo Maria Cutia. Como todas as apresentações têm entrada franca, os artistas vão retomar um antigo hábito do teatro de rua: passar o chapéu.

Por: Carol Braga – EM Cultura
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