AVC pode afetar 20% de falcêmicos


Os mutirões realizados pelo Hemocentro de Alagoas (Hemoal) detectaram que 20% dos falcêmicos examinados correm risco de contrair um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Um número que preocupa a direção do órgão, já que o índice é o dobro da média nacional, que corresponde a 11%.
Realidade que é consequência da grande miscigenação da população alagoana, segundo destaca a diretora do órgão, Verônica Guedes. Mas ela assegura que as crianças e adolescentes detectadas com grande risco de contrair AVC, passarão a dispor de um tratamento especial no Hemoal.
“Todos os falcêmicos já são atendidos normalmente na Hemorrede Pública de Alagoas, mas aqueles que têm esse grande risco de desenvolverem um Acidente Vascular Cerebral receberão atenção especial. Além de uma medicação específica e do atendimento multidisciplinar, eles passarão por um regime rigoroso de hipertransfusão”, informou Verônica Guedes.
Constatação – Realidade verificada pelo pequeno Leandro Kauê Nascimento, 5 anos, que reside em Anadia, foi submetido ao Doppler Transcraniano e se detectou a probabilidade de vir a sofrer um AVC. Durante o exame, realizado pelo médico do Hospital das Clínicas de Salvador, Camilo Vieira, os pais foram orientados a como cuidar dele, além de submetê-lo a um acompanhamento odontológico e psicológico.
“Quando detectamos que ele possuía Anemia Falciforme ele tinha apenas sete meses, sempre estava com febre e chorava demais. Desde então ele passou a se tratar no Ambulatório de Hematologia do Hemoal, recebendo todo o cuidado necessário, que o faz levar uma vida normal. Saber que ele corre risco de sofrer um AVC nos deixa preocupados, mas sabemos que agora ele terá uma atenção ainda mais especial por parte da equipe multidisciplinar que o acompanha”, ressaltou a dona de casa Célia do Nascimento, mãe do pequeno Kauê.
A doença – A Anemia Falciforme é uma doença hereditária, que leva a uma deformação das hemácias (glóbulos vermelhos), os levando a se desenvolver em forma de foice. Por esta razão, as células tornam-se rígidas ou endurecidas e tendem a formar grupos que podem fechar os pequenos vasos sanguíneos, dificultando a circulação do sangue. Como há vasos sanguíneos em todas as partes do corpo, pode ocorrer lesão em qualquer órgão, como o cérebro, pulmões, rins e outros.
Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra, daí porque, em países da África, os portadores assintomáticos são mais de 20% da população, enquanto que no Brasil o índice atinge 8% dos negros. Mas, devido à intensa miscigenação ocorrida no País, a Anemia Falciforme pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda, os chamados afrodescendentes.
A detecção é feita através do exame eletroforese de hemoglobina ou exame de DNA, e nos casais portadores do traço falciforme, há um risco de 25% para que os filhos venham a ser portadores da Anemia Falciforme. Daí porque, é indicado o aconselhamento genético antes do planejamento de filhos e a realização do teste do pezinho, realizado gratuitamente, antes do bebê receber alta da maternidade.

Fonte: Alagoas 24 horas
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